Golfe Rústico (ou de pastagens)

golfe rustico 1 Golfe Rústico (ou de pastagens)

A ideia nasceu nos Estados Unidos, quando alguns praticantes de golfe, descontes com as exigências e custos desta prática, resolveram regressar às origens da modalidade, que surgiu nas pastagens da Escócia, com os pastores a projectarem pedras com os cajados, a fim de se entreterem. O golfe rústico ganhou rapidamente adeptos e, embora não exista como modalidade de competição, nos Estados Unidos já há grupos que se dedicam a praticar e divulgar os melhores sítios para praticar este desporto descontraído.

golfe rustico 2 Golfe Rústico (ou de pastagens)

Em Portugal a actividade ainda é quase desconhecida, mas começa a ganhar alguma importância nos Açores, onde o governo regional a incentiva como uma mais-valia na oferta turística, voltada para a Natureza. O golfe rústico, além de dispensar investimentos em infra-estruturas, não tem os pesados custos dos campos tradicionais, onde são feitas regas intensivas e utilizados fertilizantes para manter a relva sempre verde, inviabilizando assim os espaços para a construção e/ou agricultura.

A principal diferença do golfe rústico para o tradicional é a inexistência de buracos e zonas de relva curta em redor dos buracos (greens). Os buracos são substituídos por bandeiras e um círculo à volta onde devemos colocar a bola. De resto o jogo funciona como o tradicional, em que devemos colocar a bola no buraco (ou neste caso no circulo) com o menor número de tacadas possíveis. Outra diferença é que se pode ajeitar a bola que se esconde na vegetação.

golfe rustico 3 Golfe Rústico (ou de pastagens)

Sem a sua etiqueta característica, onde se tem de utilizar uma roupa própria, vários tacos e uma certa postura, o golfe rústico torna-se assim num desporto para toda a família. Para o podermos praticar basta um taco, que até pode ser utilizado por todos, uma bola para cada, e várias de reserva já que as perdas acontecem com frequência, e um espaço de pastagem ou campo baldio onde colocar as bandeiras para os vários buracos.

Dificilmente se irá tornar numa modalidade de competição, mas é uma experiência divertida e alternativa, que mantém os praticantes integrados na Natureza. A utilização de espaços de mato, culturas agrícolas ou pastagem como campos de golfe rústico nas épocas em que não estão a ser utilizados para a sua finalidade principal, fazem deste desporto amigo do ambiente e é extremamente aconselhado a todos aqueles com preocupações ambientais que desejam tomar um gostinho deste desporto, que não é tão fácil como aparenta.

+ Golfe Rústico na Ilha do Pico

Fonte: Revista Audácia, Abril de 2008

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1 comentário até agora

  1. muito bom!

    Março 23, 2009

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